Palavras de Comando

Você dá o máximo de si?

02-05-2011

Alessandro Alencar

Diretor Regional



Estava lendo um artigo escrito por um amigo e mentor sobre a obra de um grande astro do esporte e fui atrás de um livro que estava guardado e coberto de poeira para me lembrar de uma passagem que me chamou muita atenção na ocasião. Acredito ser pertinente para repassar aos meus fieis leitores.

Essa passagem começa, quando um garoto jovem do subúrbio dos Estados Unidos foi reprovado num teste para jogar basketball no time do bairro. Ao saber que foi reprovado no teste ele foi para casa, se trancou no quarto e lá ficou durante o dia inteiro. Sua mãe foi tentar consolá-lo e levar comida quando ele resmungou; “mãe, por favor, me deixe aqui sozinho, estou muito triste e quero sofrer bastante hoje para que jamais me esqueça deste dia e nunca mais me permitir passar por esse sofrimento novamente”. Pobre menino, não sabia o que dizia.

Mais tarde ele escreveria o seguinte texto: “Errei mais de 9000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola do jogo, e falhei. Eu tenho uma historia repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”. Michel Jordan foi considerado o maior jogador de basketball de todos os tempos e quebrou todos os recordes desse esporte.

Tudo que acontece na nossa vida de bom ou de ruim é uma lição. Óbvio que dificilmente entendemos isso de imediato. Se o acontecimento foi bom, comemoramos, se foi ruim, lamentamos. Mas, de uma maneira ou de outra, nos fortalecemos para o que vem pela frente. O segredo talvez seja dar o máximo de si todos os dias.

Me recordo de uma historia onde um jovem passaria por uma entrevista após um treinamento de um ano nas forças armadas. O coronel perguntou ao jovem:
 
 - Filho, qual foi a sua colocação no treinamento?
 – Fiquei em 12º lugar, coronel.
 – Quantos participaram do treinamento?
 – 900 candidatos, coronel. (foi uma boa colocação)
 - Você deu o máximo de si nesse treinamento?
 - Não, senhor.

O Coronel já estava saindo da sala quando se virou para o jovem e perguntou:
 - E porque não? - E saiu da sala, deixando o jovem refletir sobre essa pergunta.

É como se Deus perguntasse para um de nós no nosso leito de morte: filho, você viveu intensamente sua vida, amou, ajudou o próximo, trabalhou, foi bom pai, um bom filho? E você respondesse: não. Ele te perguntaria, E PORQUE NÃO? Vivemos em busca de respostas, mas aprendi que as perguntas fazem muito mais sentido do que as respostas.

Pensem nisso da próxima vez em que, ao dormir, o seu travesseiro não abraçá-lo dizendo no seu ouvido “boa noite, campeão”, talvez porque não tenha dado o máximo no seu dia.

Grande abraço


Autor: Alessandro AlencarMatéria com 243 visitas